Publicado 04/02/2021

Como o legado tecnológico de 2020 pode preparar o varejo para 2021

mulher faz compras em um supermercado de máscara durante a pandemia do coronavírus

Conheça as tendências para 2021 no varejo e dicas de como alinhar o digital e o impresso estrategicamente para ter sucesso em suas ações


O ano de 2020 instaurou uma crise nunca vista anteriormente. Sem referências de comportamento, varejistas tiveram de se adaptar ao novo cenário. Quem teve resiliência e estratégia conseguiu se manter, mas também é possível observar um enxugamento intenso no mercado.

Quanto aos consumidores, apesar do distanciamento, eles continuaram a comprar. O que observamos foi uma migração acelerada para o digital. Segundo a pesquisa Perfil E-commerce Brasileiro, o número de lojas de e-commerce ativas foi de mais de 1,3 milhão e os principais itens vendidos foram produtos de higiene, móveis e acessórios para casa. Mas e em 2021? Tudo vai voltar a ser como era antes? O que está por vir? A verdade é que o ano passado apenas acelerou a união entre o digital e o físico e, levando isso em consideração, trazemos aqui uma série de tendências para o varejo de 2021.


Mulher utilizando máscaras e luvas descartáveis. Comprando no supermercado durante a pandemia do coronavírus.

Varejo Omnichannel

Omnichannel significa “todos os canais”. É uma das tendências de marketing para o varejo que tem como estratégia principal integrar todos os pontos de contato de uma empresa com seus clientes (sejam eles on-line ou off-line) visando melhorar a experiência do usuário

O maior impacto da pandemia do coronavírus na vida dos consumidores foram a quarentena e os lockdowns. A impossibilidade de sair de casa causou um aumento no consumo de serviços de delivery e compras via e-commerce. Segundo a retrospectiva do Mercado Pago 2020, mais de 70% dos consumidores começaram a usar ou aumentaram o uso de apps de entrega. Por isso é muito importante que as empresas estejam presentes em todos os canais para encontrar seus consumidores.

Um exemplo de sucesso dessa estratégia é o caso da Via Varejo, que, apesar de ter fechado temporariamente mais de mil lojas da rede, fechou o segundo trimestre de 2020 com lucro de R$ 65 milhões. O e-commerce representou 70% do faturamento, mas é necessário salientar que nem todas essas vendas foram entregues na casa dos clientes. O surgimento e aumento do “compre e retire” prova que não basta ter uma loja on-line, o importante é oferecer diversas formas integradas de vendas, como comprar pela internet e retirar na loja a qualquer hora e lugar, comprar pela internet e receber em casa ou mesmo comprar na loja física (quando for possível). 

 Fonte: Mercado Pago


Novas formas de pagamento – pagamento instantâneo

A grande novidade de 2020 foi o Pix. Introduzido no segundo semestre como novo formato de pagamento na economia brasileira, em novembro já tinha mais de 80 milhões de chaves cadastradas, segundo o Banco Central. Com o Pix, os pagamentos e transferências são mais seguros e mais rápidos, podendo ser feitos 24 horas por dia, em todos os dias do ano, e sendo finalizados em até 10 segundos. O Pix também permite fazer transferências utilizando apenas o celular ou CPF do destinatário, eliminando a necessidade de digitar todos os dados da conta.

Com o Pix, consumidores podem efetuar pagamentos em tempo real a lojas, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais. Isso será fundamental para diminuir a resistência das pessoas que ainda têm receio de efetuar pagamentos em lojas virtuais por medo de fraudes ou roubo de dados. 

Especialistas preveem que esse novo meio substituirá o boleto e consumidores e varejistas só serão beneficiados com as operações gratuitas para pessoas físicas e sem taxas entre instituições diferentes. 


Social selling

Uma das estratégias aliadas ao omnichannel, que mencionamos anteriormente, consiste na venda direta via redes sociais e mensagens. É fato que as compras on-line vão crescer em 2021 também – 64% dos consumidores que fizeram suas compras on-line em 2020 afirmaram a intenção de continuar esse hábito neste ano.  O social selling facilita esse processo pois engloba aplicativos de Cartas de Descontos, mensagens enviadas pelo WhatsApp e até mesmo o uso das redes sociais para venda. Agora, por exemplo, o consumidor não precisa ir até o supermercado para saber o que está em promoção. Ele pode receber diariamente ou semanalmente em seu celular uma lista dos itens que estão com desconto e até fazer a compra de casa

O social selling cria um canal mais próximo com o consumidor e isso pode ser utilizado para estratégias com cupons de descontos ou brindes. A Ouvi, parceira da Posigraf, cria carteiras de cupons de descontos, e as redes sociais podem ser muito bem aproveitadas para anunciá-los aos consumidores, uma vez que são atrativas e têm grande alcance de público. Essa troca entre marca e consumidor com cupons e brindes feita pelas redes sociais humaniza a marca e fideliza os clientes.


Self checkout

Nas lojas físicas, a opção de venda sem contato também é uma tendência. No self checkout, o próprio consumidor realiza o processo de pagamento. Nos Estados Unidos, grandes varejistas, como Target e Walmart, já utilizam esse formato e algumas lojas brasileiras já o introduziram também.

Entre as principais vantagens do self checkout estão: 

  • redução do tempo de espera;
  • agilidade e praticidade;
  • pesagem de frutas, legumes e verduras no próprio self checkout, eliminando o uso de estações de pré-pesagem; 
  • diminuição de custos operacionais.

Cada vez mais seus clientes procuram por experiências únicas, e o self checkout é um provedor desse desejo. Além de gerar sentimentos de controle e importância nos clientes, a implantação de self checkouts pode trazer diminuição de filas e despesas e aumento de vendas.Tendências para o varejo 2021


a importância do mercado gráfico para o varejo tecnológico de 2021

Mas e o mercado gráfico?

Assim como o varejo, o mercado gráfico está apagando a fronteira entre o real e o digital, e pode ser visto como um portal que une essas realidades. 

A realidade aumentada tem demonstrado crescimento e destaque nos últimos anos. As marcas demonstram interesse em incorporá-la em suas ações, pois perceberam que para promover a melhor experiência para o usuário, unir o impresso ao digital é algo muito vantajoso. 

Por exemplo, um catálogo de produtos de beleza pode trazer um QR Code com acesso a realidade aumentada que promova uma interação mais descontraída e imersiva com a marca. Unir esses mundos possibilita que o usuário entre em contato de diversas formas e crie relacionamento com a marca.

Unindo todas as tendências para o varejo de 2021, podemos criar um cenário de junção dos mundos.

  1. Empresas realizam o envio de mídia impressa, como tabloides, para o endereço dos clientes. 
  2. Nesse material, os clientes escaneiam o QR Code de acesso à carteira de descontos da Ouvi e resgatam seus cupons.
  3. Os clientes vão ao ponto de venda e realizam suas compras, fazendo o pagamento em uma estação de self checkout utilizando o Pix.
  4. Esses clientes seguem a marca nas redes sociais e são fidelizados.

O grande desafio de 2021

Muitos encaram a chegada do digital e todas essas tendências como uma ameaça ou até mesmo o fim do físico, mas na verdade eles podem ser vistos como facilitadores para levar o consumidor ao PDV.  A existência da compra digital não descarta a importância e a necessidade de produtos gráficos aliados. “Não há produto que não dependa de um ou mais produtos gráficos para ser comercializado, transportado, exposto ou promovido”, disse o presidente da Abigraf (Associação Brasileira da Indústria Gráfica), Levi Ceregato.

Essas novas formas de consumo nos permitem concluir que o digital e o físico não são concorrentes, mas peças de um único sistema. Ser um varejista que aplica essas tendências significa criar as condições para que o consumidor faça a compra quando e como desejar.

O desafio em 2021 é que sua loja esteja preparada para atender seus clientes em todos os canais, que o social selling informe novidades a respeito dos produtos e que, ao chegar ao PDV, essa informação seja confirmada. Por isso, o varejo não descarta a relação com o mercado gráfico. Ter um bom tabloide ou catálogo é tão importante quanto ter uma boa comunicação nas redes sociais.

Tendências para o varejo 2021


Tendências para o varejo 2021

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